Le canzoni della "Rivoluzione dei Garofani" portoghese del 1974
A REVOLUÇÃO DOS CRAVOS - 25 DE ABRIL DE 1974

LA RIVOLUZIONE DEI GAROFANI
25 APRILE 1974

Le tre canzoni che seguono hanno un'importanza storica enorme
per la "Rivoluzione dei Garofani", il sollevamento dei militari
democratici che, il 25 aprile 1974, liberò il Portogallo dalla dittatura
fascista di Salazar e Caetano.
La prima, "E depois do adeus", è, a rigore, una canzonetta d'amore
come tante altre; era stata scelta come rappresentante del Portogallo
per l'Eurofestival del 1974; e fu proprio "Radio Eurofestival '74", una
emittente musicale di Lisbona, che poco prima della mezzanotte
del 25 aprile, la trasmise. Era il primo segnale di allerta per le 
Forze Armate del MFA.
Alle 0,25 del 25 aprile l'emittente cattolica "Radio Renascença"
diede il segnale di inizio della rivolta, segnando quindi un momento
veramente decisivo nella storia del paese Lusitano. Lo fece ancora
una volta con una canzone, la bellissima "Grândola vila morena" di
José "Zeca" Afonso, scelta dal MFA come segnale definitivo per
l'avvio delle operazioni che avrebbero portato alla liberazione di
Lisbona. La canzone, per il suo testo, era stata proibita severamente
dal regime fascista portoghese.
La terza, "Eu vim de longe", è una canzone di esilio che il popolo fece
sua durante la giornata del 25 aprile e tutto il periodo successivo (fu 
cantata dalla folla anche durante l'assalto alla sede della PIDE, la
terribile polizia politica salazarista).

A REVOLUÇÃO DOS CRAVOS
25 DE ABRIL DEL 1974

As três canções seguintes têm enorme importância histórica
para a "Revolução dos Cravos", o levantamento dos militares
democráticos que, em 25 de abril del 1974, libertou Portugal
da ditadura salazarista de Marcelo Caetano.
A primeira, "E depois do adeus", é, em termos rigorosos, uma
"normal" cançoneta de amor; tinha representado Portugal no
Eurofestival del 1974, e foi precisamente "Radio Eurofestival
1974", uma emissora musical de Lisboa, que a transmitiu pouco 
antes da meia-noite do 25 de abril. Era o primeiro sinal de alerta
para as Forças Armadas do MFA.
Às 0,25 de 25 de abril, a emissora católica Radio Renascença
deu o sinal de início da Revolução, um momento verdadeiramente
decisivo na história de Portugal. Outra vez, o sinal foi uma canção,
a esplêndida "Grândola vila morena" de José "Zeca" Afonso, que
o MFA escolhera por sinal definitivo do início das operações que
levariam à libertação de Lisboa. Pelas suas palavras, o regime
fascista português tinha-a proibido severamente.
A terceira, "Eu vim de longe", é uma canção de exílio que o povo
adoptou durante o dia de 25 de abril e todo o período seguinte
(a gente cantava-a também durante o ataque à PIDE).

Riccardo Venturi.

E DEPOIS DO ADEUS
Paulo de Carvalho
Paulo de Carvalho - José Niza - José Calvário

                              Quis saber quem sou
                              O que faço aqui
                              Quem me abandonou
                              De quem me esqueci
                              Perguntei por mim
                              Quis saber de nós
                              Mas o mar
                              Não me traz
                              Tua voz

                              Em silêncio, amor
                              Em tristeza e fim
                              Eu te sinto, em flor
                              Eu te sofro, em mim
                              Eu te lembro, assim
                              Partir é morrer
                              Como amar
                              É ganhar
                              E perder

                              Tu vieste em flor
                              Eu te desfolhei
                              Tu te deste em amor
                              Eu nada te dei
                              Em teu corpo, amor
                              Eu adormeci
                              Morri nele
                              E ao morrer
                              Renasci

                              E depois do amor
                              E depois de nós
                              O dizer adeus
                              O ficarmos sós
                              Teu lugar a mais
                              Tua ausência em mim
                              Tua paz
                              Que perdi
                              Minha dor
                              Que aprendi

                              De novo vieste em flor
                              Te desfolhei

                              E depois do amor
                              E depois de nós
                              O adeus
                              O ficarmos sós.

E DOPO L'ADDIO
Paulo de Carvalho
Paulo de Carvalho - José Niza - José Calvário

                              Volevo sapere chi ero,
                              Quel che faccio qui,
                              Chi mi mi abbandonò,
                              Di chi mi son dimenticato.
                              Ho chiesto di me stesso,
                              Volevo sapere di noi
                              Ma il mare
                              Non mi porta
                              La tua voce

                              In silenzio, amore,
                              Nella tristezza e nella fine
                              Io ti sento come un fiore
                              Io ti soffro, dentro me,
                              Io ti ricordo così.
                              Partire è morire,
                              Come amare
                              È guadagnare
                              E perdere

                              Sei venuta come un fiore
                              E ti ho sfogliata,
                              Ti sei data con amore,
                              Io non ti ho dato nulla
                              Nel tuo corpo, amore,
                              Mi sono addormentato,
                              Son morto dentro
                              E nel morire
                              Sono rinato

                              E dopo l'amore
                              E dopo di noi,
                              Dirci addio
                              E restare soli
                              Il nulla al tuo posto,
                              La tua assenza in me,
                              La tua pace,
                              Che ho perso,
                              Il mio dolore
                              Che ho imparato

                              E ancora sei venuta come un fiore,
                              Ti ho sfogliata

                              E dopo l'amore
                              E dopo di noi
                              L'addio
                              E restare soli.



GRÂNDOLA, VILA MORENA
José Afonso


                              Grândola, vila morena
                              Terra da fraternidade
                              O povo é quem mais ordena
                              Dentro de ti ó cidade

                              Dentro de ti ó cidade
                              O povo é quem mais ordena
                              Terra da fraternidade
                              Grândola, vila morena

                              Em cada esquina um amigo
                              Em cada rosto igualdade
                              Grândola, vila morena
                              Terra da Fraternidade

                              Terra da fraternidade
                              Grândola, vila morena
                              Em cada rosto igualdade
                              O povo é quem mais ordena

                              À sombra duma azinheira
                              Que já não sabia a idade
                              Jurei ter por companheira
                              Grândola, vila morena

                              Grândola, vila morena
                              Jurei ter por companheira
                              À sombra duma azinheira
                              Que já não sabia a idade.


GRÂNDOLA, BRUNO PAESE
José Afonso

                              Grândola, bruno paese
                              Terra della fratellanza
                              E' il popolo che più conta
                              Dentro di te, paese

                              Dentro di te, paese,
                              E' il popolo che più conta,
                              Terra della fratellanza
                              Grândola, bruno paese.

                              Ad ogni angolo un amico,
                              In ogni volto uguaglianza,
                              Grândola, bruno paese
                              Terra della fratellanza

                              Terra della fratellanza
                              Grândola, bruno paese,
                              In ogni volto uguaglianza,
                              È il popolo che più conta

                              All'ombra di un leccio
                              Di cui non si sapeva l'età
                              Ho giurato di aver per compagna
                              Grândola, bruno paese

                              Grândola, bruno paese
                              Ho giurato di aver per compagna,
                              All'ombra di un leccio
                              Di cui non si sapeva l'età.


EU VIM DE LONGE
José Mário Branco

     Quando o avião aqui chegou
     quando o mês de Maio começou
     eu olhei para ti
     então entendi
     foi um sonho mau que já passou
     foi um mau bocado que acabou

     Tinha esta viola numa mão
     uma flor vermelha n'outra mão
     tinha um grande amor
     marcado pela dor
     e quando a fronteira me abraçou
     foi esta bagagem que encontrou

     Eu vim de longe
     de muito longe
     o que eu andei p'ra'qui chegar
     Eu vou p'ra longe
     p'ra muito longe
     onde nos vamos encontrar
     com o que temos p'ra nos dar

     E então olhei à minha volta
     vi tanta esperança andar à solta
     que não exitei
     e os hinos cantei
     foram feitos do meu coração
     feitos de alegria e de paixão

     Quando a nossa festa s'estragou
     e o mês de Novembro se vingou
     eu olhei p'ra ti
     e então entendi
     foi um sonho lindo que acabou
     houve aqui alguém que se enganou

     Tinha esta viola numa mão
     coisas começadas noutra mão
     tinha um grande amor
     marcado pela dor
     e quando a espingarda se virou
     foi p'ra esta força que apontou


SON VENUTO DA LONTANO
José Mário Branco

     Quando l'aereo è arrivato qui
     Quando Maggio è cominciato,
     Ti ho guardata
     E allora ho capito,
     È stato un brutto sogno che è passato,
     Un boccone amaro che è finito

     Avevo questa viola in una mano,
     Un fiore rosso nell'altra,
     Avevo un grande amore
     Segnato dal dolore
     E quando alla frontiera mi ha abbracciato
     E' stato questo bagaglio che ha trovato

     Son venuto da lontano,
     Da molto lontano,
     Quanto ho camminato per arrivar qui,
     E vado lontano
     Molto lontano
     Dove ci incontreremo
     Con quel che abbiamo, per darcelo

     E allora ho guardato attorno a me,
     E ho visto tanta speranza libera in giro
     Che non ho esitato
     A cantare gli inni
     Composti dal mio cuore,
     Fatti d'allegria e di passione

     Quando la nostra festa s'è rovinata
     E il mese di novembre s'è vendicato
     Ti ho guardata
     E allora ho capito
     Che è stato un bel sogno che è finito.
     Che qualcuno qui s'è sbagliato

     Tenevo questa viola in una mano,
     E cose cominciate nell'altra, 
     Avevo un grande amore
     Segnato dal dolore,
     E quando il cannone s'è girato
     E' stato a questa forza che ha mirato.



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